quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mira


Meu amor
Mira-os a tudos desafiando a lei da gravidade
e saindo victoriosos ós soplidos de Deus.
Maças para os alienados, maças podres,
maças para os seus bandulhos cheios e fartura
nas súas bocas e nas carnes trémulas.

Mira-os a tudos amor
falando dum reino já nom deste mundo
levando ás bocas umha história apagada
e sonhando apariencias e desfalcos.
Mira-os com as mascaras em Venecia
dous dedos máis sobre o mar.


Mira-os amor, mira-os.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O silenço, a lúa, as estrelas, as brétemas,
todo em ti e nada fora de tí noite;
nas túas ás prateadas limpamos o horizonte,
nuvens sobre as que galopamos
em busca das princessas.

Os montes, as arvores, as hervas molhadas
o fulgor prateado das túas bágoas
dizendo-nos que existe o sonho e a paz,
o val misteriosso e os mouchos falando do amor
com as pegas cantadoras.

A terra suando, o sol agonizando
ó parto desasistido dos seus filhos.
A alba de gloria e as ganas de prender
dos pequenos carbalhos herdeiros
desta tradiçom sem tempo acordado.

Os homes e mulheres tras de ti
querendo esculcar nos teus adentros
a raçom dos bicos e das caricias,
o sonho dos que dormem e o sonho dos espertos
a terra prometida dos tolos e dos que choram.

Esta é a tua patria noite, esta é,
a liberdade dos sonhos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Há 4 anos máis ou menos estreavamos algúns as rúas de Compostela a ritmo de bombo e berros. Nom sei se o faziamos moi bem tal é como os precedentes e a nossa reputaçom indicava que o fariamos. Naquel inverno molhado, coma tudos, conhecimos a multiculturalidade e sonhamos com contruir a alternativa a este mundo, lemos o nosso própio e rejeitamos ler o pressente e verdadeiro. Demo-nos conta do pequenos que eramos e do pouco que saimos daquel país gigante e á vez unísono (Galego). Sonhavamos com moças loiras de tez branca, cantavamos églogas e regresavamos a leiras abandonadas havia anos, quiçais de sempre. Rosalía de Castro era íntima e Celso Emilio público. Eramos nós, S Ó S. E o ritmo da nossa soidade começamos a escrever um livro que cedo máis que tarde logo se salpicou noutras linguas. Umha manhá de fevereiro quando rematavamos um exame que nom nós deijara durmir e que máis tarde suspendemos, marchamos descobrir como o gigante da porta da fundaçom Granell lhe tirava o penedo enriba a rapaça máis fermossa de santiago, logo sem saver rematamos com licor café e chocolate numha corte para extrangeiros com quartos: Bancos contra as paredes e umha masseira no meio, era seica um modus vivendi e a min aquelo houvo-me matar. Mas o interessante da história sem interés que eu quero contar e que nós aquele día rematamos cantando o que no video se dí ó final, e que o embaijador de Japom que aquele día era recivido por o torito no hostal da doma e castraçom de Galiza souvo que nalgúm lugar se pedía aquelo de ASTURIANU LLINGUA OFICIAL!


http://www.youtube.com/watch?v=y7-CfUHnvPM


P.D. E eu aquí acordando-me da Begoñu, do Lujilde e do Jesús... Nom se vai ser verdade que vou pra velho...

sábado, 24 de outubro de 2009


Os meus sonhos de inverno arrefríam
e ninguem os ouve derreter-se tal açucar
numha beirarrúa cuadriculada de Vista Alegre.

Os meus sonhos de inverno divagam e berram
perdendo-se nos canais e nos sumidoiros.

Os meus sonhos de inverno voam
coma o fume dos porros e o amor roto.

Som eles palavras mágicas que algumha vez,
algumha fogueira de salgueiro molhado acenderom.

Os meus anceios rodam ribeira abaijo;
Ícaros batendo as ás cara um sol apagado.
Mouchos que contam chistes e obtenhem tenrura.

y perdona-me padre porque he pecado.

Som os meus sonhos de inverno
tocando-se ó candor dumha guitarra,
dumha voz tomada e dum rom com gelo.

domingo, 18 de outubro de 2009

A identidade


Hoje Compostela ergueu-se de novo com força e máis umha vez o sol no ceo declarou a alba de gloria. Alí, na Quintana, máis de 50.000 almas petavam na alma do povo e berrarom que nom pode negar-se a nossa fala porque sería como negar-nos o nosso ser, a nossa existência. Eu vivin-o desde as escaleiras da Quintana com o sol na frente máis aguantei tudo o acto fitando a inmensidade dum povo que vive e respira, que sonha com mil anos máis indo a fontana clara ou temendo ás ondas do mar de Vigo. A naçom galega, a cultura galega como um velho amigo me dijo hoje é a nossa identidade e existe há milheiros de anos e será a nossa única e verdadeira herdanza os filhos que venham por tras de nós. Como bem di Antom Fente em Santa Cruz de Viana esta terra seguirá o seu ciclo na eternidade e nos irémo-nos mas aqueles lugares amados que lentamente forxarom ó candor dos séculos a lingua, economía, música... A cultura! Ou por dize-lo melhor em palavras de Roi L.: A identidade, Todos essas coussas seguirám aqui moldeando os corpos e as mentes dos nossos filhos, fazendo-lhes sonhar com os mesmos amores, suando com as mesmas cargas e sangrando polas mesmas cicatrices.

Hoje e sempre na Galiza, só em galego!

sábado, 26 de setembro de 2009

Vodka em mao

Noto desde lonje as traiçons
e penso que, morrer é singelo
vivir, apenas, umha odiseia.

Vejo vir, noites de galope
polas nubes adiante, enredando
com cabelos peiteados co peite,
dumhos sonhos.

Abofé que eu caminhei como Atila,
em nube que pisei nom houbo,
em mil anos, miloutros que pisarám.

Abofé, que figem história da desmemoria
sem que ninguém soubera que existim,
que som pasado, presente ou futuro
nas súas devidas vidas.

Estou aquí, vodka em mao,
olhos em cham e coraçom no peito
fitando como podo ó genio maligno,
jogando o cogito ergo sum.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Súbditos

Mentres Esperanza Aguirre se adica a ser o inspector Gadget o mundo segue o seu rumbo e nós, incautos, descobrimos que estamos em guerra e nom o sabiamos. Mas como bos súbditos aceptamos aquelo que as súas magestades do binomio político mediático nos ordenam. Ensinarom-nos nas novas escolas do século XXI moldeadoras das mentes, dos sonhos e da vida que os exércitos estám para apagar lumes, curar feridas e traer-nos comida os esfameados e pobres súbditos do hemisfério norte. Menos mal que aínda nos queda Ibarra para sacar-nos da nossa parvamie e para reclamar um pouco máis de caridade.

E é que somos parvos e no mundo há muito listo, mas como dizia um companheiro meu da facultade O mundo é-che dos listos.